Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 03/11/2021

Em meados do século XVIII, o mundo presenciava a Revolução Industrial, movimento em que os trabalhos manuais foram substituídos por máquinas que facilitavam e agilizavam os processos de produção. Nesse mesmo cenário, o que se observa no Brasil contemporâneo são as influências da Revolução das Máquinas, haja vista os obstáculos da conduta entre o homem e a natureza, a principal fonte de matéria prima para as fábricas. Ademais, o consumismo corrobora para a exploração de ecossistemas. Assim, é importante entender esse problema.

Em primeiro plano, o Brasil apresenta uma vasta biodiversidade em suas florestas, o que atrai consequências negativas. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 garante como direito de todo cidadão o acesso ao meio ambiente equilibrado. No entanto, isso não ocorre na prática, uma vez que as empresas brasileiras utilizam da variedade de matéria prima oferecida pelos biomas como a principal fonte de obtenção dos seus produtos -como a madeira, por exemplo- que, por conseguinte, incentiva à biopirataria, ou seja, a exploração de áreas de preservação delimitadas pelo governo. Logo, a falta de fiscalização gera o desequilíbrio entre o homem e a natureza e o Estado não deve ser omisso na resolução dessa problemática.

Outrossim, o capitalismo da sociedade contribui para os entraves das questões ambientais. Sob esse ponto de vista, o teórico Jean Beaudriller afirma que, o desenvolvimento de tecnologias agiliza o processo de fabricação e têm influências no ambiente, em outras palavras, a rapidez com que os produtos são feitos e consumidos faz com que as empresas produzam em larga escala e, como a natureza sendo a fonte de materiais, usufruem incansavelmente dela. Nesse contexto, o consumismo está intrinsecamente ligado aos problemas do meio ambiente. Desse modo, é inaceitável que esse problema persista no futuro.

Portanto, é necessária a criação de medidas para contornar essa situação no Brasil. Nesse viés, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, e por meio de cotas governamentais, a demarcação de mais áreas disponíveis para a exploração e, em caso de banalização desse decreto, a punição de indivíduos que pratiquem atividades ilegais nas matas brasileiras -como o desmatamento de espécies de plantas em extinção, por exemplo-, com o objetivo de assegurar o bem-estar dos cidadãos e proteger a fauna e flora nacional. Assim sendo, o que está abordado na Carta Magna poderá ser visto na prática.