Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 05/11/2021
Após a chegada da Revolução Verde no Brasil, o incremento de máquinas agrícolas a fim de criar uma produção em larga escala cresceu, além do surgimento de novas tecnologias, como o desenvolvimento de agrotóxicos específicos para cada colheita. Entretanto, apesar da evolução, problemas como: a flexibilizações de leis ambientais com o intuito de arrecadar mais do que preservar e o uso de ‘‘commodities’’ como a principal alimentação do brasileiro, cria-se um desequilíbrio ambiental.
Nesse sentido, deve-se destacar a importância da ‘‘bancada ruralista’’ no Ministério Público, em que buscam lutar por leis preservacionistas. No entanto, esse conceito está totalmente em discrepância com a realidade, já que as pautas vindo do grupo sempre são baseadas na exploração de áreas que deveriam ser preservadas e na flexibilização de leis que poderiam proteger certas espécies em extinção. Por exemplo, no ano de 2019, o ex-ministro do meio ambiente Ricardo Salles, comenta sobre ‘‘passar a boiada’’ com a finalidade de desmatar para que aumente a produção de gado. Como também, o ‘‘afrouxamento’’ das leis ambientais, para que empresas transnacionais possam se interessar e usufruir exageradamente da matéria-prima brasileira.
Ademais, de acordo com a Constituição Federal, um meio ambiente ecologicamente equilibrado faz parte do bem-estar social, logo, é um direito de todos. Porém, com o consumo de ‘‘commodities’’ (alimentos simples produzidos em larga escala, por exemplo, arroz, café e carne), possibilitam o descumprimento da Constituição, já que, cada vez mais terras estão sendo desmatadas com o intuito de produzir interna e externamente esses produtos. Sendo assim, por possuir uma economia agro-exportadora, o Brasil sempre dependeu desse tipo de insumo, logo, é mais do que uma cultura e sim, a principal fonte de renda do país.
Diante dos fatos mencionados, urge que o Ministério do Meio ambiente por meio de verbas governamentais, faça uma investigação do perfil de cada membro da bancada ruralista, com a intenção de alinhar o pensamento preservacionista invés de visar apenas no lucro, logo, contratando pessoas competentes que busquem o óbvio: a preservação da natureza. Outrossim, apoiar financeiramente a agricultura familiar, pois é um meio de produção totalmente dentro dos padrões de preservação, substituindo os produtos de larga escala, que visam apenas o lucro. Portanto, seria apenas o começo da diminuição dos impactos ambientais causados pelo maquinário agrícola e pelas legislações flexíveis, no entanto, já seria um avanço na valorização de famílias que sobrevivem a base da colheita familiar e na conservação do que ainda resta.