Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 08/11/2021

“Na vida, necessitamos de raízes, e não âncoras, já que as raízes nos nutrem, enquanto as âncoras nos aprisionam”. Através dessa máxima, o filósofo Mario Cortella discorre sobre a urgência da adoção de um desenvolvimento antrópico sustentável, comprometido com a preservação ambiental atual e futura. Frente aos desequilíbrios no meio ambiente causados pela ação humana e suas respectivas consequências, o debate ecológico ascende em escala global. Sendo assim, infere-se que a educação e a adoção de políticas públicas a curto e longo prazo são imprescindíveis para a mudança de um cenário que beira ao colapso.

Em primeira análise, a ganância do ser humano põe em cheque a sua própria sobrevivência. Visto que na sociedade capitalista o lucro é valorizado em detrimento da segurança da fauna e da flora, são comuns os acidentes em áreas de intensa biodiversidade causados pela falta de fiscalização necessária. Como exemplo ilustra-se o caso das barragens da empresa Vale, que armazenavam rejeitos de mineração e por ausência de manutenção desabaram e contaminaram o solo e os rios da região. Dessa forma, observa-se visível o impacto negativo que empresas privadas e o próprio Estado causam nos ecossistemas.

Ademais, em segunda análise, em reação direta ao conglomerado de empresas multinacionais responsável pela alteração da dinâmica natural do planeta estão os ativistas e as Organizações Não Governamentais(ONGs), como o grupo “Greenpeace”. A partir de protestos e da elaboração de abaixo-assinados, essa parcela da população pressiona líderes mundiais a tomarem iniciativas a fim de frear mudanças climáticas. Uma das pautas principais que os protestantes reivindicam é o agravamento do efeito estufa, tido como irreversível segundo o relatório de meio ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU). Por isso, a atuação de grupos comprometidos com a pauta ambiental mostra-se essencial para a visibilidade dessa questão.

Por conseguinte, devido a falta de responsabilidade antrópica para com o meio no qual estão os homens inseridos, urge a necessidade de ações que ponham um fim a isso. Em suma, percebe-se que que o aprimoramento de leis ambientais é fundamemal para a sustentação da biosfera. Essa ação poderá ser efetuada por meio de votação no Congresso Nacional brasileiro, deputados da instância não só estadual, como também federal e senadores elaborarão e votarão, respectivamente, projetos de lei mais rígidos a serem seguidos pelo empresariado e pelo Ministério do Meio Ambiente, bem como a população. Como efeito dessa movimentação parlamentar, estão a redução de acidentes ocasionados por negligência administrativa e por emissão de poluentes no meio físico, preservando o ambiente local.