Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 17/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior importância, prevê que o Estado deve cuidar do meio ambiente. Entretanto, isso não ocorre, já que, no Brasil, há um desequilíbrio na relação entre o homem e a natureza, que gera impactos ambientais negativos. Esse problema ocorre, principalmente, devido à inoperância estatal e a sociedade de consumo.

Sob essa perspectiva, pode-se afirmar que o Governo é negligente quando não protege a floresta Amazônica e o Pantanal, visto que esses ecossistemas sofrem a ação desenfreada do agronegócio, responsável por grandes queimadas que vêm ocorrendo nesses territórios. Dessa forma, quando o Poder Executivo fica omisso diante desses acontecimentos, ele vai de encontro ao contratualismo, proposto pelo filósofo contratualista John Locke, no qual diz que os governantes devem zelar pela Nação. Logo, percebe-se que essa situação deve ser transformada urgentemente.

Em segundo plano, paralelamente a ingerência governamental, tem-se a sociedade capitalista também como responsável por impactar negativamente o meio ambiente, tendo em vista que ela replica que o ideal de felicidade é baseado no consumo, ou seja, quem compra mais, aumenta a sua alegria. Tal atitude prejudica a natureza, pois quanto mais as pessoas consomem, maior é a demanda de matéria-prima vinda de recursos naturais e uma alta produção de lixo. Para exemplificar, tem-se a reportagem, feita pelo jornal online G1, que mostra um lixão no deserto do Chile composto por roupas que “saíram” da moda. Essas vestimentas consomem muita água para serem produzidas, além de demorarem vários anos para se degradarem no ambiente.

Portanto, faz-se necessário mudar esse cenário nefasto. Destarte, cabe ao Poder Público, responsável por manter a harmonia social no país, assegurar a fiscalização das florestas nacionais e evitar que elas sejam ocupadas e exploradas indevidamente, porque, desse modo, o Governo estará garantindo a aplicação das leis ambientais existentes na Carta Magna. Ademais, é importante que a Administração do país promova campanhas nas mídias, a exemplo de rádio e televisão, que alertem sobre os perigos do consumo excessivo. Dessa maneira, o princípio defendido por Locke estará presente, de forma efetiva, no Brasil.