Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 17/11/2021
Na obra ‘‘O Grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utilizou célebres nuances de pinceladas para retratar o medo nas linhas faciais do protagonista. Mais de cento e vinte anos depois, esse sentimento faz-se presente no semblante populacional em detrimento dos desafios da relação entre o homem e o meio ambiente. Sob essa ótica, nota-se que a ambição capitalista e a baixa utilização de técnicas sustentáveis contribuem para existência do contexto desafiador. Logo, rever as ações e a situação hodierna é imprescindível para solucionar possíveis vicissitudes socio-ambientais e garantir qualidade de vida a todos cidadãos.
Nesse tocante, enaltece-se que a excessiva ganância econômica ocasiona, decisivamente, intempéries de amplo alcance na sociedade contemporânea. Acerca dessa linha, a alta produtividade e o superávit comercial criam uma perspectiva individualista financeira nos empresários, já que ultrapassam a consciência ambiental em prol do lucro. De fato, promovem queimadas e enormes desmatamentos no território no objetivo de aumentar a plantação, por conseguinte o rendimento. Então, egocentrismo rentário cria um cenário danoso à natureza, inclusive, atesta na prática o ideal do filósofo Zygmunt Baumann, o qual afirma que o individualismo, principalmente o monetário, é a principal característica e a chaga da era moderna.
Sob esse viés, ressalta-se que o progresso tecnológico criou importantes alternativas seguras ao ecossistema, por exemplo, a adubação verde e a rotação de cultura, porém é pequeno o uso nacional. Nesse raciocínio, essa cirscunstância maléfica impulsiona a degradação do planeta mediante a poluição e a minimização da biodiversidade, haja visto que apenas 20% das indústrias brasileiras adotam alguma forma benéfica ao ambiente, como a reciclagem, consoante dados do IPEA(Instituto de Pesquisa Ecônomica Aplicada). Assim, o vínculo humano com o planeta reforça o desgaste ambiental, além disso, cria-se um meio lesado divergente às paisagens intáctas pintadas pelo artista Claud Monet.
Portanto, diante dos fatos supracitados, percebe-se que há relevantes obstáculos a serem superados para melhoria dessa ligação. Desse modo, cabe das instituições formadoras de opiniões, tais como escolas, em parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), por meio de encontros semanais, fazer palestras educativas à comunidade- visto que atos coletivos transformam- a fim de incitar a compreensão ambiental e minimizar a cobiça irresponsável. Outrossim, cabe ao Estado, por intermédio de reuniões, rever a verba pública no intuito de beneficiar os produtores sustentáveis e aumentar a fiscalização nas fábricas e nos campos. Dessa maneira, a emoção ilustrada no quadro expressionista inexistirá nos rostos das pessoas atualmente.