Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 18/11/2021

“A humanidade corre o risco de ser extinta graças aos perigos criados por ela mesma”. Essas palavras profetizadas pelo físico Stephen Hawking refletem na triste realidade do mundo atual, o qual apresenta diversos desafios na relação dos seres humanos com o meio em que habitam, sendo o primeiro o principal responsável pelos diversos danos causados no ambiente. Sob esse prisma, verifica-se a existência de um grave problema que aflige a sociedade, motivado pela lógica capitalista, somado a carência de uma postura ativa por parte do governo.

Nessa perspectiva, destaca-se o crescente quadro de agressão ao meio ambiente, seguindo ambições capitalistas, como um dos principais motivos para a persistência do entrave. Tal cenário de ataques à natureza em prol de produzir e consumir produtos, sobretudo por parte das indústrias, gera danos ainda não visíveis no presente, porém que impactarão no futuro da humanidade no planeta Terra, como é visto na obra “Wall-E”. Nesse retrato distópico, o mundo encontra-se devastado por resíduos industriais e de consumo diário, sendo incapaz de sustentar a vida humana na terra. Desse modo, se medidas não forem tomadas para controlar as investidas poluentes que os parques industriais geram no ambiente, seja pela emissão de gases ou despejo de dejetos, a situação da natureza será irreversível.

Em paralelo, é indubitável salientar que a precariedade de ações significativas do aparato estatal em meio aos obstáculos entre homem e o meio ambiente é outra razão pela qual o problema existe. Tendo isso em vista, é pertinente trazer o discurso do teórico Karl Marx, que considera o Estado passivo frente aos problemas sociais. Seguindo o raciocínio do pensador, nota-se a insuficiência de medidas incisivas que visam proteger o meio em que a raça humana habita, haja vista que a configuração hodierna é marcada por desmatamentos, poluição dos mares, solo e ar. Sendo assim, urge que ações significativas sejam tomadas para diminuir a intensidade dessas atitudes, tal como suas respectivas consequências.

Infere-se, portante, a tácita necessidade de providências oportunas que transformem esse quadro de conflitos entre o corpo social e a natureza. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, principal agente para a promoção do bem ambiental, promover leis e fiscalizações rigorosas quanto às agressões ao meio. Para isso, deve-se colocar em rigor um controle dos resíduos que são lançados pelas indústrias para os rios, ar e terra, além de multas para os cidadãos que jogarem lixos em locais indevidos. Dessa forma, o homem passará a agredir menos o meio ambiente, evitando que um cenário semelhante ao filme “Wall-E” torne-se realidade.