Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 18/11/2021

Na obra cinematográfica americana “Interestelar”, é colocado em discussão acerca da ausência de recursos do planeta, além de abordar as adversidades ambientais que foram fomentadas pelo uso indiscriminado dos recursos. Analogamente, o avanço do capitalismo e do consumo exagerado são dois dos principais fatores estimulantes, pois cada vez mais são necessários mais insumos de produção, ao mesmo tempo que a geração de resíduos cresce exponencialmente, deteriorando os fatores naturais. Além disso, o rarefeito investimento pelas empresas privadas e públicas na economia verde ocasiona o agravamento da relação predatória entre o ser humano e o meio ambiente.

Em primeira análise, consoante com o pensamento de Peter Singer, que alega que o ser humano possui uma relação abusiva com o meio natural, em que a ideologia dominante é que os recursos naturais devem servir a humanidade. Da mesma forma, deve-se evidenciar o conjunto de interações predatórias entre o meio antrópico e o ambiente natural, demonstrando a veracidade do pensamento de Singer. Além disso, entre as consequências geradas pode-se citar a agressão à fauna e à flora planetária, além do abuso dos recursos abióticos e a piora das relações humanas, seja entre os próprios humanos ou entre indivíduos de outra espécie. Outrossim, a interação antrópica com os fatores abióticos e bióticos ainda é de predação, um relacionamento desarmônico e abusivo.

Sob um segundo olhar, tangente ao pensamento de Hans Jonas, que acredita que deve-se preservar os recursos não só em benefício próprio mas em nome das gerações futuras também, semelhantemente, precisa-se notar o rarefeito investimento na economia verde nos últimos anos. Em outras palavras, não há incentivo privado ou público que promova a existência de políticas sustentáveis, apesar do assunto de desenvolvimento sustentável ser um tópico recorrente no meio social. Dessarte, essas atitudes contraditórias vão contra a afirmação de Jonas, além de deteriorar os recursos planetários e reduzir o bem-estar populacional e a garantia de sobrevivência das gerações futuras.

Por tal prerrogativa, é de incubência do Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Educação, democratizar a informação acerca do consumo exagerado e da obsolescência planejada, sendo realizado por meio de palestras nos centros comunitários com ambientalistas e com o objetivo de informar a população acerca dos perigos do consumismo e da produção demasiada de lixo, além de auxiliar a mudança de comportamento humano, contrariando Singer. Concomitantemente, é dever do Ministério da Economia promover estímulos para o o incentivo da economia verde, sendo feito por vantagens fiscais a empresas privadas que aderirem o modelo sustentável, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida e aperfeiçoar as relações antrópicas.