Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 19/02/2022
Desde o período Paleolítico, há uma relação direta dos seres humanos com a natureza, que era explorada de forma harmoniosa. Porém, desde a Revolução Industrial esse quadro tem sido modificado, havendo um desequilíbrio, que é caracterizado por um desafio na relação entre o indivíduo e o meio natural. Desse modo, as principais causas desse conflito são a compreensão histórica da humanidade acerca do ambiente e a sua grande exploração.
Deve-se destacar, de início, a forma como o meio ecológico é observado pelo ser humano. Durante o período Pré-Socrático, os filósofos se dedicaram ao estudo do meio natural. No entanto, a partir do período seguinte, o Socrático, houve uma inversão do cenário, que passou a ser voltado para o estudo antropológico. Ou seja, a natureza não era mais o foco, e sim, os humanos, o que contribuiu ainda mais para a desvalorização desta na atualidade. Com isso, é possível perceber a participação do pensamento socrático na presente sociedade.
Paralelamente, pode-se abordar o aproveitamento dos recursos naturais como segunda causa da questão. As indústrias, com o desenvolvimento tecnológico e para suprir as necessidades populacionais, exploram cada vez mais o planeta, causando imensos prejuízos à biosfera. Segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 14% nas mortes ocasionadas pela poluição do ar nos últimos 10 anos, o que demonstra o quão preocupante é a situação. Consequentemente, o ecossistema, como um todo, é prejudicado, havendo a possibilidade de extinção de muitas espécies animais e vegetais.
Portanto, pode-se dizer que a relação entre os indivíduos e o ambiente possui alta complexidade e necessita ser mais equilibrada. Por isso, o Governo juntamente com o Ministério da Educação e do Meio Ambiente devem conscientizar a população sobre a valorização do meio. Isso pode ser feito através da educação ambiental, com investimentos e projetos eficientes, principalmente nas escolas, e em propagandas na televisão, com clareza e objetividade. Além disso, deve haver fiscalizações efetivas nas fábricas, realizadas pelos órgãos competentes, para verificar e controlar a quantidade de substâncias liberadas na atmosfera. Logo, será formado um mundo mais harmônico.