Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 19/02/2022
A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, mudou drasticamente a relação do homem com o meio ambiente. A urbanização acelerada e a constante retirada das fontes da natureza desencadearam desequilíbrios que se estendem até hoje. Analogamente, o Brasil atual, mesmo com toda sua extensão em biodiversidade, enfrenta sérios problemas em conservá-la. Desse modo, é lícito afirmar que a imprudência dos órgãos nacionais na fiscalização dos recursos naturais, e a escassez em educação sanitária dos cidadãos fomentam a continuação do impasse.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a escassez na fiscalização dos recursos naturais por intermédio dos órgãos especializados. O governo Bolsonaro mostrou-se em situação de inércia diante de muitos infortúnios quanto à questão ambiental, principalmente relacionado às queimadas. Fato que ocasionou a perda do posto na imprensa internacional de país que incentiva o combate ao aquecimento global, segundo notícia publicada pela BBC em 2019.
Ademais, a globalização, consequência da Revolução Industrial, deturpou a forma como o ser humano enxerga a natureza, essa que passou a ser subjugada e baseada no consumismo, provocando o desequilíbrio da fauna e da flora. A especialista ambiental Cecília Herzong afirma que a contribuição do cidadão na mudança do tratamento quanto aos recursos hídricos é tão fundamental quanto a do Estado. Partindo desse pressuposto, a educação sanitária e ambiental faz-se essencial, tendo em vista que formaria uma sociedade mais consciente daquilo que usa e descarta.
Portanto, infere-se que a veemência dos problemas quanto ao meio ambiente é um tema relevante e carece de soluções. Posto isso, o Estado deve, por intermédio de políticas públicas, incentivar a sociedade a utilizar ecopontos, bem como recorrer aos recursos midiáticos na conscientização da população a fazer os descartes corretos do lixo. Além do mais, o acirramento na fiscalização pelos órgãos especializados reduziria grande parte das imprudências quanto à retirada excessiva dos recursos naturais. Desse modo, será possível conviver em um ambiente equilibrado e com sua biodiversidade mantida.