Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 20/05/2022
Embora a Carta Magna, em seu artigo 225, afirme que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o atual governo parece pouco empenhado no combate às queimadas, ao desmatamento e às ações nocivas à natureza. Ou seja, vive-se o auge de uma relação tremendamente conflituosa entre o ser humano e o seu habitat. Assim, pode-se dizer que os desafios para equilibrar essa equação são hercúleos, sendo necessária atuação enérgica da sociedade civil no sentido de lutar por ver a regra constitucional cumprida.
Isto posto, pode-se ver no documentário “Amazônia Sociedade Anônima”, dirigido por Estevão Ciavatta, como setores do agronegócio apostam no lucro a qualquer preço, em detrimento da preservação ambiental. Por outro lado, a luta dos autóctones e das populações ribeirinhas revela um exemplo modelar de prática cidadã em defesa não só de seus direitos - no caso a demarcação de terras a eles já reservadas - como também dos ecossistemas da Amazônia legal. Em suma, são formas opostas de relacionar-se com o planeta e a comunidade.
Por conseguinte, como visto no filme, as queimadas fazem parte da estratégia dos grileiros, uma vez que desmatam extensas áreas e, concomitantemente, introduzem a pecuária extensiva, para simular uma ocupação efetiva da área. Em outros contextos, é o garimpo que surge poluindo rios e lagos, por meio da utilização criminosa de metais pesados como, por exemplo, o mercúrio. Ademais, invadem áreas de terras indígenas ou estatais, já que altas autoridades do Poder Executivo, sub-repticiamente, se aproveitam das próprias deficiências fiscalizatórias dos órgãos responsáveis pela tarefa para atender a interesses inconfessáveis, revelando como é difícil equilibrar a relação entre homem e ambiente quando os interesses econômicos falam mais alto do que o respeito ao outro e à natureza.
Assim, exige-se atuação intensa do IBAMA para frear o descumprimento da legislação. Portanto, deve-se ampliar o número de operações conjuntas com a Polícia Federal. Para isso, deve-se articular convênios entre esses órgãos para montar operações a fim de desarticular a “indústria” da grilagem. Paralelamente, a sociedade civil deve engajar-se, enviando correios eletrônicos aos representantes eleitos fazendo pressão para despertar-lhes a consciência ecológica.