Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 17/08/2023

No livro “A Sexta Extinção”, de Elizabeth Kolbert, é desenvolvida a hipótese de uma erradicação do gênero humano, ressaltando como a exploração irrestrita dos recursos naturais e o descaso em relação à saúde tornam-se disruptivos para a harmonia entre o homem e o meio ambiente. Nesse contexto, são imperiosas as discussões acerca da possibilidade de uma degradação total do meio ambiente.

Em primeiro lugar, é preciso compreender o impacto das mudanças climáticas, que representam um dos maiores riscos globais do século XXI, já que a emissão descontrolada de gases de efeito estufa provenientes das atividades humanas maximiza o processo de aquecimento global. De acordo com A Organização Mundial Meteorológica, a temperatura da Terra aumentou em 1,15 °C desde o início da era pré industrial, causando desequilíbrios climáticos extremos e a elevação do nível do mar.

Outrossim, torna-se relevante considerar a ética planetária, descrita por Hans Jonas em “O Princípio da Responsabilidade”, que é caracterizada pela necessidade de romper com a hostilidade da perspectiva capitalista referentes às relações sociais e ambientais. A organização internacional “Carbon Disclosure Project” aponta que apenas 100 companhias respondem por 71% das emissões históricas de dióxido de carbono, fator motivado pela livre exploração dos recursos naturais por grandes empresas, que são incentivadas a priorizar o acúmulo do capital enquanto ignoram as necessidades ambientais.

Logo, em fins de mitigar o problema, é inevitável que sejam criados mecanismos eficazes para fiscalizar a ação ambiental de grandes empresas através do Governo Federal. Além disso, deve haver por parte da mídia maior divulgação das questões ambientais, transmitindo a mensagem através de redes sociais e propagandas televisionadas, para que a população possa se mobilizar e estabelecer ações que sejam compatíveis com a permanência da vida humana. Dessa maneira, será possível um contraste entre “A Sexta Extinção” e a realidade contemporânea