Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 08/10/2023

Como observado na obra “Lorax”, de Dr. Seuss, o ser humano está fadado à autodestruição, pois ignora seus danos no ecossistema natural. Sob tal perspectiva, é notório os desafios da relação entre o homem e a natureza no Brasil, haja vista as constantes violações humanas no meio ambiente. Nesse sentido, faz-se necessário analisar a negligência estatal e a educação lacunar como pilares da problemática.

Sob esse viés, em primeiro plano, é preciso atentar para a inoperância das autoridades governamentais. Conforme o 225° artigo da Constituição Federal, é dever do Estado garantir a preservação do meio ambiente ecologicamente equilibrado, visando proteger as riquezas naturais e a sadia qualidade de vida dos cidadãos. Entretanto, em 2022 a floresta amazônica registrou um crescente índice de desmatamento, por conta da má fiscalização estatal, segundo o G1. Como efeito, isso causou um desequilíbrio ecológico que impacta milhões de vidas com as extremas mudanças climáticas e degradação do solo no país. Dessa maneira, torna-se mister a reformulação dessa postura do governo de forma urgente.

Outrossim, o ensino lacunar também é um grande impasse. De acordo com o filósofo Kant, a educação é o molde do cidadão e a existência de um problema social é devido a uma lacuna educacional. Logo, essa brecha faz com que os jovens não tenham consciência de como resolver as recorrentes violações humanas no meio ambiente, pois o assunto não é debatido em aula. Assim, o problema persiste no futuro, uma vez que, se a população não tiver consciência da questão, não irão pressionar os órgãos governamentais para resolvê-la. Desta forma, é preciso acabar com essa lacuna por meio de projetos de ativismo ambiental nas escolas.

Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente — órgão que define as políticas ambientais — deve criar uma agenda econômica, visando garantir a fiscalização e preservação natural, por meio da criação de grupos com agentes de proteção especialistas, a fim de reverter essa inoperância estatal que se estabeleceu na relação entre homem e natureza no Brasil. Paralelamente, deve-se intervir na lacuna educacional. Desse modo, garantindo um futuro seguro ao ecossistema e, consequentemente, a todos.