Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 03/11/2023

A constituição federal de 1988, documento jurídico, mais importante do país, prevê em seu artigo 225, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não acontece com ênfase na prática quando se observa a degradação ambiental, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tal importante. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da exploração dos recursos naturais, mais também devido o consumo desenfreado da humanidade.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a exploração dos recursos naturais. Nesse sentido, As queimadas trazem grandes prejuizos a flora e na humanidade, reduzindo a cobertura vegetal e aumentando a proliferação de doenças respiratórias como bronquite e conjutivite. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como um meio ambiente ecologicamente equilibrado, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o consumo exagerado da população do Brasil como impulsionador do problema. Segundo os dados do Panorama dos Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos especiais, em 2018, no Brasil, foram produzidos cerca de 29 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Diante de tal exposto, o consumo desenfreado amplia as práticas de lixo em excesso descartados sem critérios em locais inapropriados. Logo é inadmissível que esse cenário nefasto continue a perdurar.