Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 31/08/2024
Desmatamento. Mudanças climáticas. Efeito estufa. Todos esses termos definem as atuais consequências da relação entre o homem e o meio ambiente. Isso ocorre, seja pela negligência estatal, seja pelo descaso da sociedade civil.
Diante desse cenário, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à negligência estatal. Nesse contexto, é indiscutível que, de acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, todo cidadão tem o direito à um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, é evidente que essa teoria não tem sido vista em metodologias práticas, provada pela crescente no desmatamento e pela falta de cuidado e planejamento com as áreas arborizadas, por parte do governo. Sob esse contexto, é possível citar a teoria das “Instituições Zumbi” do sociólogo Zygmund Bauman, que se caracterizam como instituições sociais que não estão cumprindo o papel previamente acordado – assim como o Estado no âmbito ambiental. Sendo assim, fica clara a necessidade do governo ter um olhar maior para o meio ambiente.
Ademais, é essencial citar o descaso da sociedade civil. Sob essa perspectiva, é indubitável que o dever garantido pela CF/88 não é limitado apenas ao Estado, mas também, um dever social. Todavia, nota-se que a população se tornou alheia aos cuidados com o meio ambiente, o que pode ser visto no descarte incorreto de lixo e na degradação ambiental, trazendo a problemática do aquecimento global/efeito estufa. De maneira análoga à essa tese, é possível associar o homem ao termo “indivíduo blasé”, criado por Georg Simmel, o qual diz ser indiferente às mazelas ao seu redor. Logo, fica explícito o descuido por parte do corpo civil com o meio ambiente.
Nota-se, portanto, a necessidade de sanar as consequências geradas pela má relação do homem com o meio ambiente. Para tal, é intrínseco que o Governo, instituição fundamental para busca de soluções sociais, realize a elaboração de leis severas em combate ao desmatamento e à conscientização populacional. Tal ação deve ser feita por meios rigorosos de fiscalização, a fim de diminuir os efeitos prejudiciais causados por tais atos. Dessa forma, será possível a construção futura de uma relação saudável entre o homem e a natureza.