Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 01/11/2024

O livro “A vida não é útil” apresenta um ponto de vista muito interessante acerca da relação do homem com o meio ambiente, argumentando que o modelo de consumo e predação praticado pelo homem moderno é danoso ao planeta. Nessa perspectia, nota-se que se o ser humano continuar a explorar a natureza dessa forma irracional, a civilização tal qual a conhecemos tem os dias contados. Logo, é necessária a revisão do modelo de consumo na sociedade moderna e a adoção de meios de habitar o planeta pacificamente.

Em uma primeira análise, cabe destacar que intervenção na natuza aumentou em níveis muito altos devido ao padrão de consumo desenfreado. Historicamente, o aumento de produção e, por consequência, poluição ambiental foram drasticamente impulsionados pela Segunda Revolução Industrial, século XIX, que proporcionou o aumento da produtividade por meio dos motores a combustão interna. Entretanto, desde a invenção dessas ferramentas até os dias atuais, percebe-se que cada vez mais a elevação da poluição gerada pelo cosumo, causa danos à natureza, desde um desconforto pela qualidade ruim do ar até desastres ambientais de grande escala, como aumento global da temperatrua e derretimento das geleiras. Portanto, é imprescindível um consumo consciente que vise a diminuição de tais impactos ambientais.

Ademais, é importante uma reflexão em relação aos princípios que moldaram a sociedade de consumo nos tempos atuais. Segundo o filósofo Herbert Marcuse, o consumismo tornou-se uma espécie de religião no capitalismo, na qual o indíviduo precisa prática-lo para “existir” na sociedade. Nesse âmbito, é muito comum o bombardeamento de estímulos que induzam à aquisição de bens, muitas vezes superfúlos, pela pressão social no ambiente. Desse modo, uma constante autoavaliação seria uma ferramanta eficaz contra tal comportamento.

Destarte, é necessário que cada cidadão pratique o consumo consciente, por meio de ações que visem a preservação ambiental, como a preferêcia por produtos ecologicamente corretos e domínio sobre o impulso capitalista de consumo, de maneira a exercer de maneira plena seu papel de cidadão global. Somente assim, a humanide deixará de cultuar a morte e cultuará a vida, como diria Ailton Krenak.