Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 02/11/2024
Em 1988, foi criada a Constituição Federal - documento de maior importância nacional - cujo conteúdo assegura os direitos básicos, como o meio ambiente ecologicamente equilibrado, a todos os cidadãos. No entanto, há barreiras que impedem uma boa relação entre os indivíduos para com os recursos naturais e o benefício garantido pela Carta Magna. Nesse sentido, o revés ocorre em virtude da maldade humana e da omissão estatal.
Diante desse cenário, a maldade humana possui íntima relação com o entrave. Nesse contexto, segundo Thomas Hobbes - filósofo inglês - a maldade seria inata ao indivíduo, ou seja, a sociedade estaria fadada a conviver com atitudes cruéis. Logo, o pensamento do filósofo é lamentavelmente hodierno no contexto nacional, haja vista os danos nocivos - desmatamento, descarte inadequado de lixo, poluição de mares - recentes sofridos pela natureza, pois há uma priorização dos indivíduos para os seus próprios interesses, a fim de obter maior lucro com recursos naturais. Sendo assim, se a covardia humana prevalecer, haverá prejuízo ao ecossistema.
Ademais, a omissão estatal é outro agente claro do impasse. Nesse viés, de acordo com John Locke - filósofo inglês - configura-se como um rompimento do Contrato Social, já que o Estado deve garantir que a sociedade usufrua efetivamente de seus direitos. Nesse contexto, a visão de Locke não tem se concretizado na prática, uma vez que há débil ação governamental no que se diz sobre a falta de políticas públicas - fiscalização adequada, mudanças na legislação que busquem penalizar os malfeitores - que visem proteger o meio ambiente e impunidade aos praticantes danosos que contribuem o aumento do problema ambiental. Diante disso, é indispensável medidas que combatam a problemática.
Portanto, cabe ao Estado - órgão responsável pelo bem-estar social - e ao Ministério do Meio Ambiente, por meio do direcionamento de verbas, criar projetos pedagógicos, como rodas de conversa e atividades lúdicas em escolas, para conscientizar e instruir os cidadãos, a fim de mitigar o problema. Sendo assim, o corpo social usufruirá dos direitos previstos em 1988.