Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 26/04/2018
Na Roma Antiga,muitos prisioneiros de guerra e os cidadãos que contraíam dívidas acabavam virando escravos. Com o passar do tempo,foram sendo criadas as leis abolicionistas as quais acabaram com esse regime. Contudo,hoje,no Brasil,inúmeras pessoas vivem em situações precárias de trabalho e dessa maneira,foi criado o conceito de escravidão contemporânea para denominar empregos com ambientes inadequados.
Segundo o artigo 149 do Código Penal brasileiro, escravo é aquele indivíduo submetido a trabalhos forçados,altas jornadas diárias onde possui um local inadequado para exercer a atividade. Portanto,nesse contexto, consegue-se identificar inúmeros casos de escravidão contemporânea. A princípio, os trabalhadores rurais - os quais passam por mais de dez horas por dia trabalhando - são um dos exemplos desse tipo de escravidão, visto que trabalham por muito tempo e ganham salários ínfimos.
Além disso, há os casos dos imigrantes irregularizados, que se tornam escravos em lojas de confecção para se manter dentro do Brasil. Logo, pode-se comparar esses casos ao dos trabalhadores da Revolução Industrial,os quais viviam em ambientes sem higiene e passavam mais de dezoito horas nas fábricas. Ademais, a compra contínua dos produtos fabricados em tais redes por parte da população, perpetuam a existência do trabalho escravo em razão do incentivo indireto dado pelos compradores.
Diante do exposto, faz-se necessário criar caminhos para combater a escravidão contemporânea. Logo, para que isso possa ocorre, a Organização da Nações Unidas (ONU) deve vigiar e combater esse tipo de trabalho nas lavouras e nas fábricas irregulares. Isso deve acontecer através de campanhas publicitárias as quais mostrem à população o rosto de quem não tem voz, e também evidenciem as empresas que utilizam essa mão de obra, para evitar a continuidade dessas. Desse modo, os trabalhadores rurais e imigrantes poderão viver em melhores situações.