Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 01/05/2018
A escravidão, apesar de ter sido abolida no Brasil e no mundo, ainda se faz presente na vida de 45,8 milhões de pessoas que vivem condições sub-humanas definidas pela Walk Free (entidade de combate a escravidão) como “situação de exploração da qual não se consegue sair porque está ameaça, violência, coerção ou abuso de poder”. Tais condições derivam de fatores econômicos e sociais e precisam ser combatidas.
A escravidão moderna é em muitos países um tabu, resultado do sistema capitalista de produção, que superexplora os mais pobres a troco de miseras condições de sobrevivência. Assim sendo não é um assunto divulgado pela mídia e por muitas vezes é acobertado pelas autoridades locais.
Entre as principais atividades escravistas destaca-se: atividade pesqueira, domestica e industrial, sendo a última a atividade mais recorrente na China, onde milhares de crianças vivem em condições miseráveis em fabricas têxteis, cujos produtos são exportados por preços baixíssimos e o trabalho dessas crianças por um valor ainda mais baixo.
O desafio está portanto, na desvalorização humana frente ao capital, que Karl Marx costumava chamar de exploração das forças produtivas, e na falta de divulgação midiática que encobre o problema, tornando-o aparentemente inexistente. Ambos os infortúnios podem ser resolvidos sem que haja a destituição do sistema ou a revolução das massas.
Para tanto faz-se necessária ação interventiva das forças da ONU (organização das nações unidas), por meio de investigação e sansões aos países que apresentarem mesmo que de forma ilegal indícios de atividade escrava, ademais é preciso oferecer ajuda humanitária e condições dignas de vida a tais pessoas em situação de miserabilidade social, custeadas pelo próprio governo. Por fim a divulgação midiática do problema faz-se necessária, pois através dela a população será conscientizada e atuará por meio de denuncias para o combate efetivo do problema.