Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 08/05/2018

O escravagismo esteve presente no Brasil desde o período Pré-colonial, com a chegada dos portugueses, por volta de 1500, e foi abolido em 1888, com a criação da Lei Áurea. Além disso, mesmo com a criação da CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas ¬-, em 1943, pelo presidente Getúlio Vargas, estima-se que no Brasil 25 a 100 mil pessoas trabalham em condições desumanas, muitas, jovens, que deixam de estudar para trabalhar com a intenção de ajudar no sustento de casa, sendo submetidas às condições degradantes de trabalho.

Na contemporaneidade, observa-se que o escravismo continua presente na sociedade. No documentário “Carne e Osso”, transmitido pela Globo News, em 2011, foi exposta a jornada extensiva de funcionários que trabalham nos frigoríficos, em baixas temperaturas, sob grandes repetições de movimentos, chegando a desenvolver uma doença chamada L.E.R - Lesão por Esforço Repetitivo - que é um processo degenerativo que afeta nervos de maneira prejudicial, tendo perda de potência e muita dor, causando a perca de movimentos.

Outro fator semelhante é mostrado na novela “O outro lado do Paraíso”, onde garimpeiros são acometidos por cerceamento de liberdade, em condições de vidas precárias e servidão por dívida. Apesar de ser uma ficção, essa condição de trabalho pode ser vista na realidade, visto que, em 2015, 1010 pessoas foram resgatadas em condições análogas a de escravo. Esse tipo de trabalho gera a “mais-valia”, teoria do filósofo alemão Karl Marx, que é a disparidade entre o salário pago e o valor produzido.

Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho invista em propagandas de Disque Denúncia, fazendo com que a população seja incentivada a denunciar esse tipo de trabalho exploratório. Sendo assim, as fiscalizações se tornarão mais eficazes, pois as punições, multas e advertências serão aplicadas. Ademais, é de suma importância que o governo e a secretária de educação forneçam mais cursos de qualificação e assistência estudantil, para que jovens e adolescentes possam se preparar profissionalmente, não só para o desenvolvimento do país, mas em direção ao progresso social, econômico e cultural.