Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 22/05/2018

A data 13 de maio de 1888 foi um grande marco de evolução para muitos na construção da identidade brasileira , pois foi a partir desse dia, com a assinatura da lei Áurea, que passou a ser proibido o ato de escravizar outro indivíduo. Entretanto, no Brasil atual, infelizmente ainda perdura resquício evidente deste problema de forma modernizada e camuflada, o que não chega a ser surpresa, tendo em vista que a atual sociedade apresenta diversos ruídos, que vai de uma coletividade líquida, até anacrônica.

A priori é essencial compreender a modernidade líquida, conceito este exposto pelo autor Zygmunt Bauman que tem como principais características uma sociedade desregulamentada, individualista e extremamente capitalista, o que gera uma marginalização  dos valores humanos e consequentemente cria um abismo entre o homem e a ética, produzindo assim deficiências no meio coletivo como o trabalho análogo ao escravo.

A posteriori é necessário  entender que durante todo o processo de formação do Brasil nunca ocorreu quaisquer rupturas com o passado,  que o torna um país de continuidades que contém elementos gerados a partir de uma base retroativa e consequentemente se forma uma sociedade anacrônica que busca por evolução mas que apresenta aspectos negativos e ultrapassados.

Por fim, torna-se evidente que o trabalho escravo é uma entrave que  está presente na sociedade brasileira desde seus primórdios e por isso é preciso de total esforço que garanta a erradicação deste, por intermédio de conscientizações em forma de palestras em áreas que residem populações de baixo conhecimento sobre o assunto afim de promover maior criticidade, juntamente com uma maior fiscalização em locais suspeitos por meio do ministério do trabalhador com objetivo de diminuir o número de trabalhadores sujeitos a quadros degradantes, além