Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 28/05/2018
“O homem nasce livre, mas por toda parte vive acorrentado.” A frase do filósofo Rosseau faz alusão às consequências que os interesses econômicos humanos trazem para a sociedade. Diante disso, muitas pessoas são submetidas a trabalhos escravos, que apresentam desafios para sua erradicação. Dessa forma, deve-se analisar como a herança histórica e a omissão do Poder Púlico prejudicam a questão na atualidade.
A herança histórica é a principal responsável pela manutenção do trabalho escravo. Isso decorre do século XIX, quando a burguesia disseminou ideias de dominação financeira nas indústrias, a sociedade então, por tender a incorporar costumes de época, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bordieu, naturalizou este pensamento e passou a cultivar a ideia de que não possuir bens era a causa de péssimas condições de trabalho. Analogamente, o índices de pessoas executando serviços em condições analogas à escravidão, só cresce em todos os setores.
Atrelado à sociedade, nota-se que o Poder Público negligencia os direitos dos trabalhadores. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta condições dignas de vida e trabalho, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação, pois os interesses socioeconômicos dos setores do Governo se sobrepõem à fiscalização das leis. Muitos artigos reconhecem acesso à trabalhos dignos e ambientes de lazer, porém, essa não é a realidade do Brasil. Não é à toa, então, que gande parte da população se sujeite a todas essas mazelas.
Diante dos fatos supracitados, nota-se que a sociedade e o Poder Público prejudicam o combate ao problema. O Governo Federal, portanto, através do Ministério do Trabalho, deve atuar na criação de campanhas nas cidades, por meio de visitas nos setores de trabalho, para alertar sobre a importância de reivindicar os direitos, com palestras e entrevistas feitas por psicológos e defensores públicos, a fim de investigar os modos de atividade e impedir a potencialização do trabalho escravo. Dessa maneira, a situação descrita por Rosseau, será de uma vez por todas, amenizada.