Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 01/06/2018
Escravidão contemporânea
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada pela ONU - assegura que ninguém deve ser mantido em escravidão, submetido a tortura, e nem a tratamento desumano. Entretanto, os frequentes caso de exploração no trabalho mostram que tais direitos não são cumpridos na prática. Nesse contexto, não há dúvida de que o trabalho escravo é um desafio no Brasil, o que ocorre devido não só a valorização do enriquecimento, mas também a fiscalização ineficiente.
A visão de enriquecimento presente na contemporaneidade é fruto de uma sociedade patológica, cega pelo capital. Analogicamente, na obra - modernidade líquida - o sociólogo Bauman afirma que as relações humanas são líquidas, ou seja, efêmeras e desprendida de valor afetivo. Dessa forma, o patrão não vê aquele o qual escraviza como cidadão digno de respeito, e sim uma alavanca econômica.
Outro fator relevante é a baixa fiscalização existente, bem como sua irregularidade. Ocorre porque a maior parte da população desconhece esse problema brasileiro, ou como proceder e, como consequência, o número de denúncias realizadas é baixo. Além disso, o corte orçamentário é um grande dificultor. Tal falto é comprovado pela afirmação do Ministério do Trabalho que devido ao corte apenas uma em cada dez denúncia é investigada.
Entende-se, portanto, que há a necessidade de combater o trabalho escravo presente no Brasil. Para resolver tal problemática, cabe as mídias, por meio de publicidade, a promoção de campanhas educativas que incentivem a realização de denúncias contra esse trabalho e irregularidades fiscais para que a sociedade auxilie no combate. Somado a isso, os governos federal, estadual e municipal devem ampliar e investir em órgãos fiscalizadores - como sindicatos - com o objetivo de aumentar as investigações.