Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 06/06/2018

Em 13 de maio de 1888 a escravidão, ativa durante mais de três séculos, foi abolida no Brasil. Entretanto, hoje, o trabalho análogo à escravidão persiste em vários estados do país, não mais pela cor da pela, mas pela fragilidade econômica de grupos sócias. Diante disse, faz-se necessário reformulações em alguns setores para mitigar essa mazela social.

É importante mencionar, antes de tudo, os fatores que corroboram para a persistência da escravidão moderna. Sob essa ótica, segundo uma reportagem do ‘‘Politize’’, há no Brasil cerca de 200 mil pessoas em situação de trabalho escravo. Essa realidade pode ser justificada, pelas falsas promessas de melhor qualidade de vida, que atraem pessoas já vulneráveis economicamente e socialmente. Nesse sentido, apesar dos avanços das leis trabalhistas desde Getúlio Vargas, é evidente, contudo, que nem todos têm acesso à esses direitos, colocando várias pessoas em condições desumanas.

É preciso considerar, ainda, que falhas governamentais intensificam essa problemática. Nesse contexto, o Brasil era conhecido por sua eficaz fiscalização e libertação de ex-escravos No entanto, de acordo com pesquisas do  ‘‘Nexo Jornal’’ o número de fiscalizações caiu drasticamente de 2015 à 2017, indo assim, de encontro com essa boa fama. Outro fator preocupante, nessa temática, foi as mudanças nas diretrizes trabalhistas, as quais dificultam a resolução do trabalho escravo. Essa situação, porém, fere os direitos à uma vida digna, defendidos pelos pilares democráticos.

É fundamental, portanto, uma parceria entre Ministério do Trabalho e mídia, na qual essa, por meio de campanhas e programas como o ‘‘Fantástico’’, seja responsável por disseminar informações sobre o que se caracteriza um trabalho escravo moderno e a importância de denunciar, a fim de auxiliar a população a reconhecerem esses casos para alertarem as autoridades. Ademais, o Ministério do Trabalho deve deixar mais rígidas as fiscalizações e as punições contra os desviantes da lei, no intuito de mitigar essa mazela social. Assim, esses abusos trabalhistas terão fim.