Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 12/06/2018
A lei Áurea desmoralizada no século vinte um
Submeter alguém a uma situação degradante e insalubre é por si só uma prática análoga a escravidão, sendo assim, está previsto em nossa constituição a penalidade de tal ato. Por mais que seja semelhante e comparável com o fato histórico que ocorreu na América e na África, o método escravocrata do século vinte e um transcende o que uma parcela considerável da população entende por esse termo.
Quando modificamos o significado do conceito de escravidão para a contemporaneidade, fazemos com que seja possível o combate a partir de sua compreensão; cerceamento da liberdade, jornadas exaustivas de trabalho e chantagens emocionais são algumas formas de como podem-se camuflar e dificultar as denúncias e a reivindicação dos direitos sociais. A valorização do trabalho e a cultura de condenar o ócio colaboram para que esses casos aconteçam.
Uma vez que reconhecemos o mecanismo precisamos entender nossa situação de consumidor cidadão, pois é nosso dever moral boicotar corporações, Empreendedores e marcas que de algumas forma estejam lucrando por meio dessa ilegalidade. Organizações Intergovernamentais como a ONU possuem agencias para fiscalizar e legitimar as formas de trabalho, por exemplo a Organização Internacional do Trabalho. Entretanto devido a nossa grande extensão territorial que impede o monitoramento completo do Brasil, é necessário que a população assuma o papel de relator para ordem.
Portanto, para reverter essa situação lamentável faz-se de extrema importância uma ação da Policia Federal em conjunto com o Secretaria do Trabalho e com as autoridades rodoviárias para que possam não só fiscalizar, mas também agir em casos que não há o cumprimento da lei, paralelamente a isso é importante a inclusão social das vítimas e o auxílio jurídico. Dignificar o cidadão é prover direitos e inclui-lo no âmbito social, para construir um país mais justo e igual.