Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 30/06/2018

Trabalho Escravo: Abolição Ilusória

Durante muitos anos no passado, a escravidão esteve presente em diversos países como forma de mão-de-obra. Embora tenha sido abolida no mundo e no Brasil é possível, nos dias de hoje, verificar casos análogos à escravidão. Neste contexto, faz-se necessário, então, analisar os desafios do trabalho escravo contemporâneo, quais sejam a desigualdade social e a ineficaz fiscalização. Sendo assim, após tal discussão, caberá a busca de medidas para sanar tal situação.

Em primeira análise, cabe discutir sobre a desigualdade social como desafio ao combate da escravidão moderna. Desse modo, é sabido que a indústria têxtil, bem como as minas de carvão são os setores que mais atraem este tipo de trabalho. Estes ramos, geralmente, se localizam em regiões afastadas das metrópoles, recrutando a população de baixa renda e sem nível ou com baixo de nível de escolaridade. Então, estas pessoas, que não possuem qualificação profissional e, por isso, não conseguem empregos de qualidade, se submetem à este tipo de sistema. Nesta perspectiva, existem cerca de 46 milhões de pessoas no mundo trabalhando em situação similar à de escravo, sendo que 25 mil somente no Brasil, conforme dados da Fundação Walk Free e Pastoral da Terra.

Outro desafio se refere à ineficácia da fiscalização. Sob este viés, ainda que se tenha conhecimento de que a Índia e a China são os países com a maior concentração de casos, há pouca mobilização internacional sobre o assunto. Mesmo que algumas empresas tenham sido multadas, como a Zara, a fiscalização irregular permite às empresas dar continuidade a exploração. No Brasil, a corrupção e a pouca atuação fiscal são fatores que colaboram para tal cenário. Ademais, este assunto não é devidamente divulgado e, por isso, não há tantas denúncias realizadas sobre este fato.

Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para sanar tal problema. Então, a ONU deveria promover ações, como aplicações de severas multas aos países que não diminuírem o percentual de exploração no setor. Além disso, a mídia com a ONU deveriam promover propagandas incentivando a denúncia e divulgando as empresas envolvidas nessas explorações e abusos. Talvez, expor o problema em nível global, possa resultar na mobilização da sociedade em cobrar de seus governantes a devida atuação, para acabar com este triste fato.