Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 30/07/2018

A história brasileira no que tange aspectos trabalhistas é repleta de retrocessos e avanços, como a consolidação das leis trabalhistas (CLT) em 1943, no entanto o Brasil foi o último país da América Latina a reconhecer a abolição da escravatura. Este fato denuncia um dos maiores problemas atuais o trabalho escravo, que encontra suas raízes históricas no sistema político e econômico da era colonial brasileira.

Em primeira instância, o baixo nível de escolaridade de populações carentes impede que pessoas possuidoras dessa realidade econômica adquiram trabalhos de qualidade; segundo o IBGE, a taxa de desemprego nacional chegou a 11,8%. Com isso, essa população sujeita-se a atividades mal remuneradas e cargas horárias excessivas para garantir o sustento familiar. Como também, as crianças que fazem parte dessas residências são exploradas e privadas do acesso à educação, o que torna essa situação um ciclo e impede a ascensão social dessa classe.

Ademais, o combate à escravidão na atualidade dificulta-se pela baixa fiscalização existente e irregularidade da mesma. Isso porque, a maior parte da população desconhece esse problema brasileiro e, como consequência, o número de denúncias realizadas é muito baixo. Bem como, à corrupção dos fiscais por donos de médias ou grandes empresas, o não cumprimento das leis fomenta-se.

De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é o principal fator que muda a sociedade. Logo, cabe à mídia, a promoção de campanhas educativas que incentivam a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais para que a população auxilie esse combate. Além disso, o Ministério do Trabalho, em parceria com grandes empresas, deve fornecer curso técnicos gratuitos em regiões carentes a fim de qualificar a mão de obra e garantir oportunidades a essa população.