Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 12/07/2018
Ao longo da primeira revolução industrial, milhares de pessoas que trabalhavam nas industrias foram submetidas a péssimas condições de trabalho, isto é, passavam por uma longa jornada de trabalho e não tinham acesso aos direitos trabalhistas.No entanto, percebe-se que embora haja ocorrido diversas tentativas de mudar essa situação ao longo do período, o trabalho escravo ainda é um problema que persiste no século XXI.Nesse contexto preocupante, há dois fatores que não podem ser minimizados para que esse cenário seja minimizado, como a insuficiência do sistema judiciário diante dessa situação e a importância do sistema legislativo em combater esse impasse.
Em primeira análise,cabe destacar a ineficácia do sistema judiciário em julgar e punir severamente as empresas e instituições que exploram seus trabalhadores, visto que essa prática fere os direitos sociais, além de desrespeitar os direitos trabalhistas do cidadão.Confirma-se essa ideia por meio de uma menção a um dos maiores sociólogos especialista no assunto, Karl Marx, o qual lutava contra a exploração laboral, ou seja, defendia a punição dos donos das fábricas que cometessem essa infração e a busca pelos direitos trabalhistas dos operários.Dessa forma, vê-se que a atuação rígida do judiciário diante dessa situação possui extrema importância em combater essa problemática.
Além disso, convém frisar a relevância do sistema legislativo em criar leis que visem a oferecer melhores oportunidades de vida e de trabalho aos empregados que vivem nessa situação, dado que grande parte desse grupo é formado por pessoas não têm grandes oportunidades na vida, ou que são marginalizados e discriminados na sociedade, tais como, imigrantes, indivíduos de classe baixa e jovens.Uma prova disso está em uma pesquisa feita pela Organização Mundial do Trabalho(OMT), a qual constatou que existem cerca de 21 milhões de trabalhadores no mundo vivendo em condições análogas à escravidão, sendo que a maioria são refugiados, crianças e cidadãos pobres.Diante disso, percebe-se que um dos caminhos para minimizar esse cenário é a criação de leis do legislativo.
Pode-se dizer, portanto, que milhares de trabalhadores vivem em condições precárias de trabalho, sendo assim, medidas devem ser tomadas.Em primeiro lugar, cabe ao sistema judiciários dos países julgarem e punirem rigorosamente empresas e instituições que exploram seus funcionários, através da aplicação de multas altas aos infratores e punições inafiançáveis, para que assim os envolvidos deixem de praticar esse ato.Ademais, a Organização Mundial do Trabalho e o sistema legislativo dos países poderiam criar e desenvolver leis que ofereçam melhores condições de vida e trabalho aos empregados que vivem nessa situação, como concedendo-lhes trabalhos voluntários, moradia digna e assistência social.Só assim poderíamos amenizar esse impasse.