Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 12/07/2018

A escravidão começou a ser combatida, por volta do séc. XVIII, com o desenvolvimento do capitalismo industrial. No entanto, é notável que as causas humanitárias estavam em segundo plano, servindo de manipulação da massa. Séculos se passaram, e a escravidão volta a ser debatida, porém, a respeito de suas vertentes análogas e veladas. Por causa disso, é necessário, sobretudo, definir o trabalho análogo ao escravo, e as maneiras de combatê-lo.

Sendo assim, cabe destacar o filme nacional ’’ Que horas ela volta? ‘’, sucesso dirigido por Anna Muylaert. O drama retrata a história de uma pernambucana que é empregada doméstica em São Paulo. Todavia, a questão da obra é explanar as condições de servidão que muitos trabalhadores se submetem pela oportunidade de emprego. Além do mais, é necessário frisar que a essência do filme foi compreendida tenuemente no Brasil, o que mostra o nível de enraizamento da prática na sociedade.

Contiguamente, assim como o capitalismo foi responsável pela abolição da escravatura, na era técnico-científico-informacional, esses se tornaram os precursores da exploração da mão de obra de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Devido à fragilidade da legislação trabalhista desses locais, multinacionais e transnacionais beneficiam-se abusivamente da sua mão de obra, vendendo ,ao mundo todo, os frutos desses abusos com as estampas ‘‘Made In … ‘’.

Por tudo isso, é necessário que OIT (Organização Internacional do Trabalho) estabeleça uma legislação própria para esses casos. Isso através de congressos que envolvam representantes das nações e empresas envolvidas, com o fito de que haja a regularização, em favor dos Direitos Humanos, dessas relações trabalhistas. Ademais, é dever das instituições educacionais, em conjunto da mídia, persistir em informar a população, sobre a definição de um trabalho análogo ao escravo, através de propagandas que o exemplifique, a fim de extirpar sua prática velada, e incentivar a denúncia daqueles que sofrem calados por desconhecimento.