Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 13/07/2018

Submeter alguém a uma situação degradante e insalubre, é por si só, prática análoga a escravidão. Sendo assim está previsto em nossa constituição a penalidade de tal ato. No entanto, por mais que comparável e semelhante ao fato histórico ocorrido na América e na África, o método escravocrata do século XXI transcende o entendimento que uma parcela considerável da população possui.

Desta maneira, se  modificarmos o significado do conceito de escravidão, para que se encaixe na atualidade, teremos um aspecto muito diferente. Essa diferença as vezes apresenta-se como jornadas exaustivas de trabalho e cerceamento da liberdade, como é a realidade de muitos refugiados que de alguma forma buscam dignidade nos centros urbanos e acabam sendo explorados. De certo, são ilegais tais práticas, entretanto, são camufladas e utilizam de algumas formas de chantagem para que os explorados não fujão ou relatem para a justiça.

Uma vez que percebemos as formas e como ocorrem em nossa sociedade podemos compará-las com a forma de escravizar que perdurou no Brasil até o final do século XIX, para que assim possamos entender o males que podem causar nas futuras gerações. Um filme que relata a realidade de um caso de escravidão é “Doze anos de escravidão”, em que, um homens livres, os quais possuem habilidades para auxílio e manutenção da comunidade, são presos e vendidos como escravos. Como podemos reparar, essas práticas prejudicam todo o coletivo, pois transformam mão de obra em crime e geram problemas tanto econômicos quanto sociais.

Portanto, para reverter essa situação lamentável faz-se de extrema importância uma ação da Polícia Federal em conjunto com a Secretaria do Trabalho para emitir mandatos e utilizar a lei quando necessário. Paralelamente a isso, fiscalizações e buscas devem ser feitas pela Polícia Civil e Rodoviária, junto a essas medidas as vítimas precisarão de auxílio jurídico e de programas para reinclui-los na sociedade.