Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 18/07/2018

Em 1500, com a colonização portuguesa no Brasil, tornou-se comum o regime de escravatura. Fato este que trouxe inúmeros aspectos negativos para a nação, muitos cidadãos acreditam que a escravidão acabou com a assinatura da Lei Áurea em 1888, não poderiam estar mais enganados. Isso deve-se a falta de investimento do governo em punir essas práticas ilegais e a sociedade que ainda rebaixa certas profissões.

Um fator a ser observado é a comunidade, as crianças e jovens crescem aprendendo a valorizar e almejar determinadas profissões em detrimento de outras. Quando veem um trabalhador canavieiro, agricultor ou caminhoneiro tendem a rejeitar e repudiar essas atividades, em virtude da educação que receberam. Tal aspecto forma, cada vez mais, um povo hostil e discriminador.

Outro ponto a ser destacado é o governo do atual presidente Michel Temer, o pior em fiscalização e combate a essa forma de trabalho desde 2007. Se nem o governo acredita que esse é um problema a ser duramente combatido na sociedade atual, fica ainda mais difícil conscientizar a população a não aceitar essa prática. Uma vez que é um problema e afeta a todos desfavoravelmente.

Para que essa realidade seja alterada, é necessária participação efetiva do governo quanto ao repasse de verbas para a Secretaria de Inspeção do Trabalho, para que assim cumpra com plenitude o seu papel de resgatar os escravizados e punir os opressores. A escola, como agente transformador, deve promover discussões entre os alunos e seus professores de história e filosofia, afim de mostrar a importância vital de todos os trabalhos e explicar aos estudantes as barbáries que uma sociedade segregacionista pode causar. Assim, desde que haja parceria mútua será possível construir uma sociedade em progresso e livre das amarras do passado.