Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 29/07/2018

O princípio da isonomia, também conhecido como princípio da igualdade, representa o símbolo da democracia, pois indica, um tratamento justo para os cidadãos. Nesse sentido, quando se fala do trabalho escravo no Brasil, nota-se que essa premissa vem sendo desrespeitada. Entre as causas que podem ser apontadas para tal, pode-se citar a vulnerabilidade social e a dificuldade do estado em combater a prática, frutos diretos de uma sociedade exploratória.

Em primeiro plano, verifica-se que a escravidão moderna, não tem cunho racial e é decorrente da vulnerabilidade social. Segundo Kant, ‘‘O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’. À luz dessa ideia, vê se que a maioria dos trabalhadores explorados não têm alto grau de escolaridade. Dessa forma, são facilmente manipulados e, como não sabem de seus direitos, não os reivindicam.

Outrossim, a dificuldade estatal em combater a problemática, faz com que as grandes multinacionais continuem explorando essas pessoas. Também para Kant, o estado cumpre plenamente os seus objetivos quando garante a liberdade de todos. Nessa lógica, o estado deveria ser mais efetivo no combate dessa prática, já que se passaram 130 anos da abolição da escravatura e ainda existem trabalhos análogos à escravidão.

Dessarte, é visível a necessidade de transformar esse cenário. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação realizar campanhas sobre os direitos trabalhistas, por meio de palestras e propagandas, a fim de conscientizar o trabalhador de seus direitos. Também compete ao Ministério do Trabalho fiscalizar melhor todas as empresas, por intermédio de mais agentes e visitas técnicas, com intuito de acabar com a escravidão moderna. Só assim encontrar-se-à uma sociedade mais igualitária.