Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 10/08/2018
A nível nacional, pode-se concluir que o país sofre até os dias atuais reflexos de um Brasil colônia, pois muito embora por lei a escravidão tenha sido erradicada, cerca de 100 mil habitantes ainda vivem em situações análogas a supracitada. Tal fato acarreta periodicamente múltiplos problemas para os indivíduos submissos a exploração, entre eles a perca do livre arbítrio e adversidades de viés físico e mental. Outrossim, mediante a fácil percepção dessas lacunas ainda vigentes, espera-se um maior empenho do Governo em associação com o MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego) em prol da redução dos dados abordados.
O sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, afirma que somos uma nação amplamente cordial, todavia, determinado valor seja destituído por nós quando colocado ao lado de status e poder, seja ele econômico ou social. Nesse contexto, podemos fazer mensão da Globalização, que gerou na sociedade um desejo de ascensão, sustentadas por posse e lucro, não se importando com os reflexos causados nas minorias responsáveis por suprir as ambições de tais grupos. Através da ironia machadiana, muitos estudiosos afirmam que apesar da nação estar em constante desenvolvimento, ela carrega consigo preceitos arcaicos escravagistas.
Entre as pessoas subordinadas a escravidão moderna, podemos mencionar crianças, adolescentes, índios, imigrantes, refugiados de guerras, entre outros. Muitos não conseguem sequer reconhecer que vivem de forma desumana e ilegal, pois são submetidos a essas condições à décadas, trabalhando mais de 12 horas diariamente, sem remuneração justa, arriscando sua vida em ambientes insalubres, perdendo a privacidade e sem vivências de humanismo e socialização. Vale ressaltar que dentre as fiscalizações realizadas, grande parte das vítimas se encontravam nos centros urbanos, sendo então encaminhados a tomarem as providências cabíveis.
Mediante ao exposto, é plausível a elaboração de medidas que possam resolver esse imbróglio ainda existente no século XXI. O Estado deve elaborar ações afirmativas que destinem uma porcentagem de vagas trabalhistas a imigrantes e refugiados, para que ambos não se submetam as situações relatadas, por falta de opção. Já o MTE, atuará intensificando os programas de fiscalização sanitária e de regulamentação legal, visando resgatar e por fim a esses núcleos de exploração.