Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 11/08/2018

A lei que aboliu a escravidão no Brasil não foi suficiente para eliminar o trabalho escravo no País. Hoje, com mais de uma século da sua publicação, a nação brasileira continua vítima das condições de trabalho análogas, árduas e do preconceito racial. Contudo, essas desigualdades  e a falta de uma fiscalização mais rigorosa, expressão de forma clara esse impasse que precisa ser solucionado na sociedade brasileira.

De acordo com o artigo 4 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. Entretanto, crianças, jovens e adultos em condições de pobreza e baixa escolaridade acabam se submetendo-se à escravidão e servidão por não ter escolha. Diante disso, ocorre um ciclo de pobreza e exploração que, impede a possibilidade de ascensão social na esfera brasileira.

Ademais, com pouco efetivo órgãos  ligados ao Ministério do Trabalho não conseguem fiscalizar um país com dimensões continentais. Isso ocorre porque, há uma carência de profissionais e leis que não punem quem comete o crime. De modo que, a prática de exploração se perpetua, tanto nas grandes cidades, que concentram cerca de 60% dos casos, quanto na zona rural. Outrossim, para os trabalhadores explorados a maioria negra e sem condições- os quadros do francês Debret, retratando às péssimas   vivenciadas no século passado nunca fez tanto sentido no século XXI.

São necessárias, portanto, medidas urgentes para solucionar o problema. Dessa forma, cabe ao Governo ampliar os efetivos órgaõs de fiscalizadores, afim de que possa cobrir uma área no território da nação, com uma atuação mais presente. Além disso, o poder Legislativo crie punições severas às empresas que abusam do trabalho. Ainda assim, a mídia com principal meio de comunicação promova propagandas relatando a realidade de muitos cidadãos para que haja uma maior conscientização e, alerta as famílias brasileiras de que a exploração do trabalho é crime. Só assim, caminharemos para um Brasil mais igualitário e empático.