Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 14/08/2018
Na visão do antropólogo Émile Durkheim, a sociedade assemelha-se a um organismo biológico, pois, assim como esse, é composta por fragmentos que se relacionam mutuamente. Sendo assim, para que tal organismo seja democrático e justo, todos os cidadãos devem ter seus direitos preservados. No entanto, nota-se, por meio das mídias, que na prática isso não ocorre: o trabalho escravo ainda é realidade no Brasil. Para combater os desafios associados a essa adversidade é necessário o engajamento não só do Estado, mas também da sociedade civil.
Durante o período escravocrata no Brasil, iniciado no século XVI, negros e índios foram brutalmente escravizados pelos europeus. Tal prática só foi proibida na segunda metade do século XIX. Entretanto, nos dias hodiernos, o trabalho análogo ao escravo ainda é notório. Abominável e ilegal, o crime tem sido praticado, entre outros, em áreas rurais e em indústrias têxteis distantes das cidades, segundo o Ministério do Trabalho. Isso ocorre, nesses casos, devido à grande distância do meio urbano. A fiscalização, dessa forma, não atinge o país em sua totalidade.
Nesse viés, vale ressaltar a importância de denunciar casos suspeitos de trabalho escravo, pois, devido à extensão territorial, torna-se difícil fiscalizar todos os estabelecimentos potencialmente favoráveis ao crime. Sob essa ótica, a participação da sociedade é necessária e fundamental no combate ao problema em pauta. À vítima, restam as consequências: além de cercear a liberdade e os direitos dos cidadãos, os criminosos, muitas vezes, por exemplo, abusam sexualmente das mulheres, segundo artigos recentes publicados pela Folha de São Paulo.
Posto isso, percebe-se a necessidade de combater eficientemente o trabalho escravo. Cabe ao Ministério do Trabalho criar campanhas, principalmente nas áreas rurais e nas cidades onde se destacam o crime, com o apoio de ONGs sociais e da mídia publicitária, incentivando, por meio de banners, por exemplo, a denúncia ao trabalho escravo. O Estado deve modernizar os meios de transportes dos agentes investigadores, para que possam superar a barreira geográfica. Assim, ao longo dos anos, tal problema social será mitigado.