Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 23/08/2018

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, faltam medidas efetivas para combater o trabalho escravo no atual século, as quais possam solucionar essa adversidade. Nesse contexto, torna-se evidente a ineficácia das leis federais, como também, a falta de um canal de disque denuncia.

A princípio, convém ressaltar, que a falta de rigidez na legislação é fator determinante para permanência desse problema, uma vez que há falhas na condenação dos infratores. Indubitavelmente, Cora Coralina afirma que feliz aquele que transfere o conhecimento e aprende ao ensinar. Diante disso, faz-se necessário a aplicabilidade das leis já existentes, ademais uma maior fiscalização com o objetivo de minimizar esse revés, já que o Estado é um dos agentes capaz de transferir esse saber.

Além disso, outra dificuldade enfrentada na persistência dessa problemática é a ausência de um ramal para denunciar o serviço de exploração. Segundo o ativista político, Martin Luther King, todo o progresso é precário, logo, a solução de um problema gera outro problema. Nesse sentido, nota-se que o trabalho escravizado, no País, é um mal a ser combatido, portanto, há necessidade de criar uma linha telefônica para delatar os transgressores, mas também, conscientizar a população no sentido de diminuir essa vicissitude.

Parafraseando Drummond, para que se retire o trabalho escravo do meio do caminho, destarte, são necessárias ações. É indispensável, portanto, que o Estado deve, em conjunto com a Câmara dos Deputados, votar leis mais rigorosas, publicá-las através do diário oficial da união e promover debates entre a sociedade e gestores públicos. Nessa lógica, o intuito de tal medida, deve ser o diagnóstico dos transtornos de cada espaço laboral e, erradicar totalmente o trabalho escravizado. Entretanto, outras providências devem ser tomadas, porém, com considera Oscar Wilde, “o primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou de uma nação.