Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 23/08/2018

Para Karl Marx, a alienação seria o mecanismo que a classe dominante utilizaria para justificar a condição social da classe dominada, fazendo com que esta aceite sua posição de desprivilegio. Essa análise é observada através da submissão espontânea de trabalhadores a condições precárias de serviço. Nesse contexto, a minima fiscalização governamental somada ao medo de desemprego pelos indivíduos, são os principais responsáveis pela perpetuação do trabalhado escravo no brasil

Avaliando o contexto histórico do pais, observa-se que no período do tráfico negreiro os africanos foram trazidos para realizarem trabalhos forçados, sem remuneração, sem direitos civis e trabalhistas, em grandes lavouras. Embora, na atualidade, esse tipo de relação seja condenada por lei, o trabalho escravo camufla-se através da  insalubridade nas condições de serviço, utilização do trabalho infantil, jornadas exaustivas e cerceamento da liberdade, seja pela proibição de deixar o local de trabalho sem permissão, seja pela cobrança e desconto irregular de dividas nos salários. Por outro lado, as empresas que praticam tais ações, apresentam mecanismos para ocultar essa praticas do governo, através de avisos prévios ou vantagens que as isentam de sofrerem grandes punições.

Conforme explicito, as relações de escravidão, mesmo que proibidas constitucionalmente, ainda ocorrem no Brasil. Isso se da, em primeiro plano, pois o medo do desemprego e da punição , a falta de escolaridade e a busca por melhores condições de vida, fazem com que os indivíduos se submetam a tais relações. Dessa forma, pode-se observar que as pessoas mais pobres, isto é, habitam nas periferias, são as principais afetadas pelo medo de desemprego, já que que a ausência de formação educacional de qualidade, não permite que estes compitam em uma mercado de trabalho mais justo.

Diante do exposto, são necessárias medidas governamentais para efetivar a abolição do trabalho escravo no Brasil. Para isso, é necessário que o ministério do trabalho junto a policia federal, investiguem, fiscalizem e punam empresas sem concessão de privilégios durante os processos, para que dessa forma, a punição seja efetiva. Além disso, é importante que o Ministério da educação promova a escolaridade nos bairros mais carentes, através de cursos profissionalizantes para aqueles que estão desempregados, e investimento em ambientes escolares equiparados e com profissionais de qualidade, a fim de que estes tenham condições de competir num mercado de trabalho mais justo. Apenas assim a dominação sobre os desprivilegiados se extinguirá.