Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 27/08/2018

Na Europa, se encontram países que aboliram a escravidão precocemente, a exemplo da Dinamarca, onde, em 1792, aconteceu a primeira abolição. Entretanto, essa não é a realidade do estado brasileiro, último local da América a abolir, em 1888, a escravidão. Essa medida tardia acarretou a sérios problemas ,enfrentados no século XXI, que devem ser o foco da sociedade contemporânea como raízes culturais análogas a processos escravocratas e obstrução dos meios de ascensão social, por meio de exclusão das vias educacionais, privilegiadoras da elite econômica, os ex- senhores de engenho.                                                                                                                                                           Primeiramente, é necessário saber que existem tabus relacionados ao trabalho, os quais marginalizam os que não trabalham. Nessa perspectiva preocupante, se encontra a sociedade brasileira com, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13 milhões de desempregados e 4.8 milhões de desalentos. Esse problema problema potencializa os riscos de ingresso em situações de emprego desumanas, seja pelo preconceito social ou pela falta de assistência governamental.                                                                                                                                                    Outro desafio relevante é a inclusão nos processos de aprendizagem, fundamentais para formação profissional, visto que as vítimas de casos análogos a escravidão são submetidos a demasiadas horas de trabalho, como também não possuem tempo para estudos e,com isso, são excluídos da maior parte das oportunidades. A respeito dessa situação, Joaquim Nabuco, famigerado abolicionista, afirmou que a sociedade é escravocrata, porque as escolas são tão diferenciadas, conforme a renda de uma criança, quanto eram distintas as vidas na casa grande e na senzala.                                                             Diante das conturbações expostas, é importante, portanto, que a mídia alerte sobre as condições análogas a escravidão por intermédio de todos os meios de comunicações possíveis, a fim de que as denúncias aumentem e os responsáveis sejam punidos. Também é preciso que o ministério do trabalho, em conjunto com a secretária de educação, promova a criação de instituições para formação técnica gratuita dos cidadãos desempregados e assegure um salário mínimo durante 6 meses para que eles possam se concentrar na qualificação profissional. Desse modo, não só diminuirão as taxas de desemprego, como também haverá elevação na economia, pois a População Economicamente Ativa (PEA) atingirá um maior contingente populacional. Sendo assim, o objetivo de Nabuco, acabar com a obra da escravidão, se concretizará.