Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 31/08/2018

Desde a Antiguidade Oriental, a escravidão, prática em que uma pessoa assume propriedade sobre outra, é utilizada como um mecanismo de exploração que afeta as minorias. No Brasil , ela foi muito marcante durante o período colonial e só teve seu fim legal com a Lei Áurea, em 1888, que aboliu a escravaria.

Entretanto, mesmo com a lei em vigor há  mais de um século, são inúmeras as denúncias de atividades análogas à escravidão, também conhecidas como “escravidão moderna”, o que mostra a necessidade de maior engajamento politico e social a fim de erradicar essa barbárie.

Inúmeros movimentos ocorrem para que haja uma maior fiscalização e libertação de pessoas em situação de exploração. Não obstante, de forma negligente, após o ano de 2008, no Brasil, o  índice de pessoas resgatadas começou a cair progressivamente, segundo dados do I.B.G.E.(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso ocorre devido a diversos interesses comerciais e políticos, por exemplo, onde o presidente em exercício, Michel Temer, tentou alterar o conceito de trabalho escravo, que favoreceria empresas que têm maior evidência dessa pratica. A medida foi suspensa pelo Supremo Tribunal.

Diante do exposto, nota-se a necessidade de medidas que trariam a real abolição da escravidão. A Organização Internacional de Trabalho (O.I.T), aliada ao governo de cada país,  deve criar o “projeto liberdade”, que visa treinar e qualificar fiscais do setor que farão intensivas buscas e investigações nas empresas com maior probabilidade de praticar esse crime. Ao identificar a ação ilegal, essas companhias serão multadas em 50% do faturamento anual e o dinheiro será destinado a entidades que resgatam pessoas nessas condições.