Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 29/08/2018

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, faltam medidas efetivas para combater o trabalho escravo no atual século, as quais possam solucionar essa adversidade. Nesse contexto, torna-se evidente, a ineficácia das leis federais, como também, a falta de um canal de disque denúncia.

A princípio, convém ressaltar que a falta de rigidez na legislação é fator determinante para permanência desse problema, uma vez que há falhas na condenação dos infratores. Indubitavelmente, Cora Coralina afirma que feliz aquele que transfere o conhecimento e aprende ao ensinar. Diante disso, faz-se necessário uma maior aplicabilidade das leis em vigor, ademais, aumentar a fiscalização com o objetivo de minimizar esse revés, já que o estado é um dos agentes capaz de transferir esse saber.

Outra dificuldade enfrentada na persistência dessa problemática, outrossim, a ausência de um ramal para denunciar o serviço de exploração. Segundo Martin Luther King, todo o progresso é precário, logo, a solução de um problema gera outro. Nesse sentido, nota-se que o trabalho escravizado, no país, é um mal a ser combatido, portanto, é primordial criar uma linha telefônica para delatar os transgressores e, conscientizar a população no sentido de diminuir essa vicissitude.

Consoante a Drummond, para que se retire o trabalho escravo do meio do caminho, destarte, são necessárias ações. Como primeira iniciativa, é indispensável que o Estado, em conjunto com a Câmara dos Deputados, deva aprimorar as leis, tornando-as mais rigorosas, com mais fiscalização e punição, divulgá-las através da mídia, por meio de noticiário televisivo em jornais e debates entre as autoridades. Nessa lógica, o intuito de tal medida, deve ser o diagnóstico para erradicar totalmente o trabalho escravizado. Além dessa, outras providências devem ser tomadas, contudo, como considera Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou de uma nação”.