Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 30/08/2018
Em 1888, foi determinado, na teoria, à abolição da escravatura. Contudo, na prática, dois séculos depois o trabalho escravo ainda se configura como um retrocesso do século XXI. Nesse sentido, o fato fere não somente preceitos éticos e morais, mas também, constitucionais estabelecidos por leis. Dessa forma, observa-se que a problemática em questão reflete um cenário desafiador, seja pelo reflexo histórico, seja pelo descumprimento de cláusulas pétreas.
Mormente, um dos grandes empecilhos que corroboram para a ocorrência do problema em questão, é o descaso dos Governos Nacionais como o caso. Em defesa dessa assertiva, cabe salientar que, muito pouco são realizadas fiscalizações Estatais em busca de casos de trabalho escravo, o que, de fato, poderia ser minorado se isso acontecesse.
Ademais, o viés histórico do escravismo, calcado no preconceito a cor negra, infelizmente persiste nas épocas hodiernas e, por sua vez, contribui para o aumento do problema. Confirma-se isso, em uma pesquisa feita pelo IBGE(Instituto de Geografia Estatística) que afirma que grande parte de trabalhadores resgatados de trabalho escravo são Haitianos e negros.
Nesse contexto, faz-se relevante ressaltar também, as palavras de um dos mais estupendos filósofos contemporâneos, Jean-Paul Sartre, quando afirmou que o diálogo cria bases para a colaboração. Sob a ótica de Sartre, o recurso midiático mundial peca ao não fomentar o combate a esse crime. Isso por que, através da mídia seria possível estimular o diálogo na sociedade a respeito do tema. Logo, como disse o filósofo francês, bases seriam criadas na sociedade para a colaboração em solucionar o problema. Destarte, torna-se evidente que medidas fazem-se necessárias para que os desafios no combate ao trabalho escravo sejam superados.
Nesse sentido, urge, primeiramente, que o Governo Federal, na figura do Poder Judiciário, fiscalize com mais assiduidade, através de multas e penalizações, órgãos empresariais e contratantes que mantenham sob condições escravistas de trabalho, seus empregados, a fim de que possa ser minimizado os casos desse crime. Concomitantemente, imperativa-se a ONU( organização das nações unidas), como organização multilateral, criar o dia mundial de combate ao trabalho escravo, para que assim, mais um artifício possa existir para lembrar todo o mundo da importância de se combater tal infortúnio. Por fim, é imprescindível que o Estado, vinculado a mídia televisiva e publicitária, sintetize divulgações as quais façam alusão do quão comum é a ocorrência de trabalhadores que vivem em condições precárias de trabalho, com o fito de conscientizar mais ainda a sociedade a respeito desse problema. Talvez assim, o histórico problema do trabalho escravo restringir-se-á ao passado.