Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 04/09/2018
A abolição da escravidão no Brasil chegou tardiamente, infelizmente não foi por uma questão humanitária, mas sim por interesse dos ingleses em aumentar seus lucros. Como não teve nenhum tipo de auxílio, as pessoas que saíam dessa situação não encontrava outra maneira de sobreviver a não ser trocar o seu trabalho braçal por moradia. Até mesmo os imigrantes europeus eram tratados como escravos, trabalhando em ambientes degradantes e dormindo em senzalas. Situações como essas são vivenciadas até os dias atuais.
Recentemente, ganhou repercussão o triste caso das mulheres filipinas que vieram para trabalharem como empregadas domesticas em um bairro nobre de São Paulo, elas não recebiam salários, eram obrigadas a trabalharem por dívida e tinham sua imagem constantemente degradada por seus patrões, o caso só foi denunciado quando uma moça conseguiu fugir e chamar a polícia.
Casos como esse estão presentes em confecções de roupas, pecuarias, agriculturas, construções e extrações de minérios, situação apresentada na novela “O Outro Lado do Paraíso”, aonde a protagonista Sophia sujeitava seus empregados a longas jornadas de trabalho, além da servidão por dívida e a total falta de segurança.
Acontecimentos assim não podem passar despercebidos pelas pessoas como se já fizessem parte do cotidiano brasileiro, a falta de fiscalização e a necessidade não podem ser usadas como oportunidades de se aproveitar de ser humano. É necessário que o Ministério do Trabalho intensifique a fiscalização, do ambiente de trabalho, do salário, da carga horária e do tratamento dos patrões com os funcionários, essa fiscalização precisa acontecer várias vezes no mês, sem aviso prévio da visita, e quando alguma norma for desrespeitada, medidas extremas como o fechamento temporário ou permanente deverão serem tomadas. Para que as pessoas tenham respeito e dignidade em suas profissões, e ocorrências como essas se tornem cada vez mais raras.