Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 05/09/2018

Unânime ao poeta Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado”, o trabalho escravo não é um problema atual. Desde o século XIX, muitos europeus imigravam para o Brasil a procura de melhores condições de emprego, que a eles era proposto, porém ao chegar em seu destino eram submetidos a viver em condições extremamente precárias. Nesse sentido, vê-se que essa é uma realidade ainda muito presente em nosso país, com isso, convém analisarmos as principais causas dessa problemática em nossa sociedade.

Em primeiro plano, torna-se evidente, que a causa principal desse problema está relacionado a vulnerabilidade socioecônomica do indivíduo, que por se encontrar em extrema pobreza, acabam se tornando alvos fáceis e propensos a cair em falsas promessas feitas por esses empregadores, que compram a passagem para o deslocamento do trabalhador, sendo essa a primeira “corrente” de endividamento, que o prendem de tal modo que o tornem escravos análogos, sendo submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes e a servidão por dívida. Assim sendo, essas pessoas são obrigadas a suportar tais humilhações para poder sustentar a sua família, mesmo que o salário recebido seja uma “mixaria”.

Outro aspecto a ser abordado e que contribui para o trabalho escravo, é a fiscalização insuficiente,  pois como essa mão de obra é empregada em atividades econômicas, os assalariados ficam localizados em lugares distantes dos centros urbanos, se alocando em zonas rurais, impossibilitando no reconhecimento desta prática e na dificuldade de uma vigilância no local. Segundo a Comissão Pastoril da Terra (CPT), a fiscalização de trabalho escravo caiu cerca de 58%, e diretamente proporcional a isso, o número de operários resgatados recuou 76%, deixando claro que o supervisionamento é bastante importante para que esse problema seja controlado.

Dessa maneira, o trabalho escravo requer medidas mais efetivas para ser erradicado. Sob esse aspecto, cabe ao Governo criar um sistema rígido de fiscalizações que estejam localizados em todos os estados e regiões,  junto ao aparato da policia, com o intuito de capturar e punir severamente esses empregadores, e por meio de multas e indemnizações pagarem os serviços realizados pelos operários , e a prisão instantânea do chefe, pelas violências a que o trabalhador foi acometido. Somente assim, esse problema será amenizado e a sociedade brasileira estará abandonando o passado e reescrevendo um novo futuro.