Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 27/09/2018

A constituição de 1988 prevê que os cidadãos brasileiros possuam o direito à liberdade. No entanto, hodiernamente, no Brasil, verifica-se que muitos trabalhadores estão tendo a sua liberdade privada. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas que colocam tais indivíduos em condições análogas ao trabalho escravo e possível medida à solução desse problema na sociedade brasileira.

É indubitável que o nosso processo de colonização se apresenta como um dos motivadores à consolidação do trabalho escravo contemporâneo no Brasil. Pesquisas estimam que uma grande parcela dos latifundiários, espalhados pelo país, utilizam da exploração de mão de obra em prol de atender ao modelo de produção capitalista. Se torna, portanto, inaceitável que numa sociedade dita democrática exista cicatrizes de uma época tão antidemocrático como a do período colonial.

Outrossim, as falhas existentes no nosso sistema educacional possuí uma relação direta com as condições sub-humanas enfrentadas por inúmeros trabalhadores brasileiros. De acordo com o portal de noticias G1, a sociedade brasileira apresenta um alto índice de cidadãos que não possuem, ou não completaram o processo de alfabetização. Dessarte, a relação entre a não ou pouca qualificação profissional colabora para que esses indivíduos sejam vítimas do trabalho escravo.

Cabe, portanto, ao Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) garantir que haja a erradicação de relações trabalhistas pautadas em padrões desumanos na nossa sociedade, por intermédio do aumento das fiscalizações e punições eficazes ao infrator, com o auxílio da população que possuí o dever de denunciar tal crime, a fim de que possamos colocar em prática a nossa constituição, para que assim todo cidadão brasileiro, independentemente da sua condição/classificação social possa usufruir do seu direito à liberdade.