Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 30/09/2018
A escravidão fez-se presente até o ano de 1888, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, abolindo-a. Foi um período marcante na história, em que os escravos se viram libertos de tais trabalhos. Porém, observa-se hoje, trabalhos análogos a escravidão, que não são dadas as devidas precauções por estarem associados a alienação, defendida por Marx. Diante disso, se faz necessário o maior direcionamento de políticas que visam conter o avanço do trabalho escravo moderno, diante de suas várias representações.
Dentre as variantes do trabalho escravo do século XXI, a mais comum e talvez a mais praticada pelos empregadores, é o trabalho com uma jornada exaustiva, em que o trabalhador vende sua força de trabalho por uma certa carga horária inicial, logo depois ultrapassando-a sem receber a devida remuneração, sendo esse fato observado em muitas capitais brasileiras, onde a procura por mão de obra é maior.
Entretanto, crianças e adolescentes são largamente afetados, aceitando trabalhos informais, sem remuneração e ainda forçados, por conta de interesses dos pais e empregadores. Além disso, o estado de Minas Gerais lidera o ranking do maior número de resgatados no ano de 2015, mostrando a ação pouco eficiente e até mesmo a falta de denúncias envolvendo o trabalho escravo.
Diante ao exposto, torna-se necessário a prática de medidas visando controlar as várias formas de trabalho escravo em nossa sociedade, tais como a adoção de políticas públicas de maior fiscalização dos centros de produção nas grandes e médias cidades, tornando regular todo e qualquer tipo de trabalho. Juntamente a isso, seria ideal a criação de aplicativos para smartphones, visando aumentar o número de denúncias aliadas a outros recursos como o envio de fotos, facilitando a busca dos trabalhos informais.