Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 01/10/2018

A questão do trabalho escravo é um assunto que precisa ser discutido. Tal problema social não é algo novo no Brasil e permaneceu legalizado no país até o ano de 1888, quando a princesa Isabel sancionou a lei Áurea. Hodiernamente, essa problemática, infelizmente, permanece, de forma ilegal, em decorrência, principalmente, pela baixa escolaridade das vítimas e a falta de denúncias.

Primeiramente, faz-se necessário abordar sobre a baixa escolaridade das vítimas. Isso porque, no Brasil, ainda há, segundo dados do IBGE, 11,8 milhões de analfabetos, que normalmente são pessoas de péssimas condições financeiras e tornam-se os principais alvos de criminosos os quais se aproveitam dessa situação para engana-las e oferecer empregos de grande remuneração em locais afastados, porém, ao chegarem lá, são submetidas a trabalho escravo. Com isso, cresce o número de vítimas dessa problemática.

Ademais, há também a questão da falta de denúncias, problemática que foi responsável por diminuir o número de operações contra o trabalho escravo em 23,5% no ano de 2017. A razão disso está na dificuldade que as vítimas tem de se comunicar com familiares ou amigos, além do local onde estão submetidas que normalmente são áreas afastadas do meio urbano. Em decorrência disso, fica difícil para o Ministério do Trabalho investigar e combater tal adversidade.

Portanto, o Governo, por meio do Ministério da Educação, deve priorizar recursos destinados a garantir a educação básica da população, principalmente as que vivem na região rural, para a construção de escolas, contratação de professores e a compra de ônibus escolares, mediante a uma restruturação da forma como tal órgão publico direciona o seu dinheiro, a fim de democratizar a alfabetização. Além disso, o Ministério do Trabalho deve direcionar verbas para propagandas alertando sobre o trabalho escravo e os meios de denunciar. Dessa forma, essa problemática seria solucionada.