Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 01/10/2018

Desde a colonização, quando negros oriundos da África desembarcaram no Brasil de forma forçada, começou-se a apropriação de sua liberdade. Embora a opressão se manifeste de diferentes maneiras, está sendo ocultada diante à sociedade atualmente. O trabalho escravo contemporâneo, embora exercido de modo mascarado, é uma problemática vigente, que pode ser caracterizado pelas condições subumanas enfrentadas pelo empregado.

De acordo com a Carta Magna, todos os cidadãos têm direito a condições justas e dignas de trabalho, entretanto, a realidade é outra. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, entre 1995 e 2014, mais de 47 mil brasileiros foram resgatados de situações de exploração do Trabalho. Essas pessoas eram submetidas a condições precárias e degradantes, uma vez que possuíam sua liberdade restringida, trabalho por dívida e obrigatório, além de condições sanitárias insalubres, ferindo, integralmente, todos os direitos respaldados ao cidadão pela constituição.

Outrossim, é presente na sociedade moderna outras formas de exploração trabalhista, que, apesar de não serem consideradas escravidão, são nocivas na mesma proporção. Após o início do processo de Revolução Industrial, houve uma constante materialização do proletariado, transformando-o apenas em objeto para obtenção de lucro. Dessa forma, torna-se cada vez mais presente empresas que não legalizam o trabalhador, apresentam horas de trabalhos exaustivas, sem falar dos baixos salários. Sendo assim, é perceptível o não cumprimento das leis trabalhistas.

Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas a fim de que a problemática seja erradicada. Logo, cabe ao Governo, na figura do Ministério do Trabalho (MT) em junção com as Polícias Rodoviária e Federal ampliarem as operações que libertam trabalhadores vítimas da escravidão moderna, além de aplicarem penas mais severas aos empregadores, como o confisco da propriedade. Ademais, os meios midiáticos, através das ficções engajadas e campanhas publicitárias trabalharem os danos dessas formas de exploração laboral, a fim de promover maior sensibilidade da população em denunciar tais atos. Pois, somente assim, poder-se-á diminuir, ou até mesmo erradicar, os casos de servidão moderna.