Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 03/10/2018
O pensador alemão, Karl Marx, acredita que os indivíduos devem ser analisados de acordo com o contexto de suas situações sociais, já que produzem suas existências em grupo. Nesse viés, torna-se pontual compreender a problemática do trabalho escravo, vigente na sociedade contemporânea, além dos meios para findar essa questão. Isso significa que o fator sociocultural, potencializado pela desigualdade social e a mínima rigidez quanto à fiscalização desse crime hediondo, contribuem para o crescimento de casos de trabalho escravo.
A priori, é importante destacar que a herança histórico-cultural a manutenção do trabalho escravo. Isso decorre do século XVI, quando a ordem escravocrata disseminou ideias de superioridade étnica. Entretanto, o escravismo na sociedade contemporânea é atenuado pela desigualdade social, haja vista que indivíduos que não dispõem de condições para o próprio sustento, acabam se submetendo a tarefas desumanas, pois veem em tal prática, uma fuga para a falta de recursos.
Outrossim, vale ressaltar ainda que, em países subdesenvolvidos, devido as falhas da Justiça, que, como por exemplo, no Brasil há mais de 450 inquéritos não concluídos, entre os anos de 2009 a 2016, sobre pessoas suspeitas de submeterem-se a outros, em condições análogas à escravidão, segundo a Câmara Criminal do Ministério Público. Diante desse impasse, a sensação de impunidade se estabelece, juntamente com a continuidade dessa ação.
Urge, portanto, a necessidade de combater o trabalho escravo no século XXI. A princípio, o Governo Federal deve estabelecer como meta a intensificação das propostas de cunho social, como lares acolhedores de pessoas que vivem na miséria, com o intuito de resgatar esse povo da escravidão, para que possam viver dignamente como ser humano. Além disso, o Ministério da Justiça deve ser menos maleável na punição de casos referentes a escravidão, investigando e punindo os criminosos, a fim de que se extingue a sensação de impunidade de quem comete esse crime, reduzindo assim, o percentual de existência do trabalho escravo. Com isso, os indivíduos, como advoga Marx, irão coexistir de forma mais digna.
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