Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 04/10/2018
A escravidão esteve presente em muitas civilizações da antiguidade e modernidade, e embora o trabalho escravo tenha sido abolido em grande parte do mundo no séc.XIX, alguns países postergaram tal decisão como o Sudão que só a aboliu em 1980. Mas a existência de leis ainda não consegue impedir a escravidão ocorra, fatores como pobreza extrema e desamparo de imigrantes e refugiados, juntamente com insuficiência de fiscalização e canais de denuncia mantém a escravidão como um problema atual.
É importante destacar primeiramente, que em locais com pobreza extrema e falta de oportunidades de trabalho, se estendendo a refugiados e imigrantes, pois muitas vezes se encontram nessa condições, faz com que essas pessoas se tornem alvos fáceis, para traficantes de pessoas e recrutadores, responsáveis por leva-los para locais de trabalho escravo, por serem vulneráveis economicamente e estas serem as únicas oportunidades de trabalho são enganados com falsas promessas.
Tais condições se mantém devido a uma fiscalização insuficiente por falta de investimento do governo, agravada pela falta de denuncias, por existirem poucos e mal divulgados canais de denuncia. Esse cenário cria condições favoráveis, para que patões escravizem seus trabalhadores sem risco de sofrerem as consequências, tornando a escravidão um a prática muito lucrativa.
Desta forma torna-se evidente, que para combater o trabalho escravo, o ministério do trabalho aliado a polícia, aumente a fiscalização com o auxílio de canais de denuncia, que devem ser aumentados e mais divulgados pela mídia, para facilitar a identificação de trabalhadores em condição de escravidão. Para solucionar o problema da falta de empregos, governo e prefeituras, devem remanejar postos de trabalho para áreas deficientes ,através de investimentos e incentivos fiscais. Além de em cooperação com embaixadas, registrar imigrantes e refugiados, para garantir-lhes direito ao trabalho formal, e assim diminuir sua vulnerabilidade.