Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 07/10/2018

A 2ª revolução industrial, no século XIX, foi marcada por uma exploração cruel do trabalhador nas fábricas. Hodiernamente no Brasil, essa prática horrenda ainda é perceptível na sociedade, com novas formas e agentes. Visto que, existem patrões que oferecem serviços informais e colocam o empregado em situações análogas à escravidão.

Em primeiro plano, a consolidação das leis trabalhistas, sancionada no Governo de Getúlio Vargas, assegura direitos laborais aos trabalhadores. Contudo, existem pessoas que, na contratação de serviços, não cumprem a legislação. E, por conta disso, aqueles que se submetem a esses trabalhos, sem a garantia do exercício de seus direitos, ficam expostos à exploração.

Nesse sentido, o filme “tempos modernos”, do cineasta Chaplin, retrata a exploração das empresas sobre os funcionários no século XX. Apesar da narrativa se passar em outra época, essa prática se revela com novas formas na sociedade brasileira atual. É recorrente, em serviços informais, péssimas condições do local de trabalho, altíssima carga horária e atividades compulsórias, pondo a vida do trabalhador em risco.

Fica evidente, portanto, que medidas precisam ser adotadas para que o trabalhador não seja explorado no exercício da função. O governo, por meio da Polícia Federal e apoio do Ministério do Trabalho, pode iniciar uma investigação para identificar situações análogas à escravidão e punir ,conforme a legislação, os patrões que o fazem. Ademais, a iniciativa privada, mediante cursos de capacitação, pode destinar bolsas de estudo remunerada para pessoas que foram resgatadas em trabalhos de risco e inseri-las no mercado formal. Assim, o país irá superar uma problemática do século XIX e salvar a vidas.