Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 09/10/2018
No Brasil,a escravidão é um elemento que esteve presente desde a sua formação, uma vez que esse foi o tipo de mão de obra utilizada durante todo o período colonial. Todavia, apesar de sua abolição ter ocorrido em 1888 e as leis trabalhistas terem surgido na década de 1930, tal exploração ainda é evidente em razão da desigualdade social e insuficiência da fiscalização.
Em primeira instancia, o baixo nível de escolaridade de populações carentes impede possuidoras dessa realidade economia adquiram trabalhos de qualidade; segundo o IBGE, a taxa de desemprego nacional chegou a 11,8%. Com isso, essa população sujeita-se a atividades mal remuneradas e cargas horarias excessivas para garantir o sustento familiar. Como também, as crianças que fazem parte dessas residências são, geralmente, exploradas e privadas do acesso à educação, o que torna essa situação um ciclo e impede a ascensão social dessa classe.
De outra parte, o combate à escravidão na atualidade dificulta-se pela baixa fiscalização existente e irregularidade da mesma. Isso porque, a maior parte da população desconhece esse problema muito frequente e, como consequência disso, o número de denúncias realizadas é muito baixo. Bem como corrupção dos fiscais por donos de médias e grandes empresas, e o não cumprimento das leis fomenta-se.
Fica clara, portanto, a necessidade de medidas para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Nesse sentido, de acordo com o educador Paulo Freire, a educação é o principal fator que muda a sociedade. Logo, cabe à mídia, por meio de publicidade, a promoção de campanhas educativas que incentivam que realização de denuncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com grandes empresas, deve fornecer cursos técnicos gratuitos em regiões mais carentes. O efeito social dessas ações é a população ajudar no combate à escravidão e garantir a oportunidade para essa população, para que assim, a exploração diminua.